10 de jul de 2011

Prefiro morrer

Tudo passa e acaba.
Em poucos meses, minha vida 
se tornou completamente diferente 
do que era antes.
O que eu sentia, pensava, vivia.
Todas as alegrias e tristezas se transformaram.
E a maioria dos meus sonhos 
perderam o sentido.
Não sou a mesma, pensei.
E essa nova pessoa aqui dentro,
 ainda inconstante,
não sabe mais se aquilo que sempre
quis é sonho verdadeiramente seu,
ou se as pessoas a fizeram assim pensar.
E as milhares de dúvidas e pesadelos 
voltam a assombrar.
Os amados se machucam
e ela já não sabe mais se está no caminho certo.
Sentimentos.
Tudo o que eu preciso agora é me encontrar
para saber de que lado estou
e o que é o melhor pra mim.
Dói saber que eu pude estar errada
durante todos esses anos.
E que só agora consigo enxergar um fiasco da luz.
Mas continuar desse jeito é 
suicídio sem fim,
que corrói as vísceras e maltrata a alma.
Mas uma coisa eu não mudo, 
não de propósito, mas por ser 
distante de mim:
Prefiro morrer que machucar quem eu amo.
Viver não depende apenas de mim.

6 comentários:

  1. Ei, menina fatalista, oi. =)

    domingo longo, muito longo...

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  2. Rsrs, nada, eu ainda acredito que as coisas podem se resolver, viu?
    Beijinhos.

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  3. Sua personagem deve parar de pensar nela, porque é paranoico e problemático a questão do "eu"; o amor próprio em excesso faz mal. Ela se protege culpando alguns por questões que ela mesmo se impõe, e busca na auto-piedade a justificativa para se livrar da culpa do Narciso.

    Dá a impressão de uma pessoa que se ama demais ao ponto de se contradizer quando diz que prefere morrer do que machucar quem ama, quando na verdade a questão começa justamente por ver o eu e não o outro, o que ME machuca, o que é melhor pra MIM, MINHA vida. A morte no caso só traria o alívio da culpa por não pensar no outro.

    O que é melhor para ela?

    Seria essa personagem uma pessoa dependente de algo/alguém?

    Muito legal teu texto (desesperador na verdade)

    abraços

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  4. enfrentar a certeza da "morte' é muito mais facil do que tentar intender a complexidade da "vida"
    Sempre tive a insegurança como meu maior inimigo, então conversar com uma mulher que eu achava interessante era impossivel, então pensei a ultima mulher que eu conheceria na vida seria "a morte" então decidi enfrenta-la, se eu pudesse sobreviver a ela, todo o resto seria facil, então resolvi pular de paraquedas a proximidade com a morte e eminente apesar de toda segurança que o procedimento exige, mas isso me ajudou, continuo levando muitos foras(rs) mas encaro isso de uma maneira mais suave agora.

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  5. Vc tá bem? Essa frase no final me deixou meio preocupada.

    Bem, espero que esteja.

    Bj

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  6. Oi, Camila. Tudo bem? Aos poucos, estou tentando resolver as coisas, fazer ficar tudo bem.
    Obrigada por se preocupar, tá?
    Beijos. ♥

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